No Comment
E Perguntam-se os senhores, mas No Comment porquê?
A resposta a esta pergunta é por de mais simples (embora demorada, para não restarem dúvidas), nada mais que uma questão de raciocínio lógico...
Inicío o meu raciocínio com uma pergunta que deve ser feita: Qual é a única arma de que os "terroristas" dispõe realmente?
Para dar esta resposta é aconselhável começarmos por dissecar a etimologia da palavra "terrorismo". Ora "terrorismo" vem de terror, e o que é que provoca o terror? O medo, a sensação de insegurança. E o que é que provoca estas sensações? A sensação de ameaça constante à integridade física de cidadãos inocentes.
E agora é que vem a grande questão, que é: como é possível que duas ou três dúzias de execráveis, sádico-demoníacos e alucinados individuos, provávelmente sobre a influência de psicotrópicos, apenas com uma mão cheia de atentados à ordem pública, por ano, mais ou menos sangrentos dependendo da eficácia das forças de segurança e espionagem, possam criar a tal sensação de ameaça que provoca o medo generalizado e lhes aufere o título de "terroristas"?
Espantosamente a resposta a esta questão é muito simples. Pelo simples facto de a qualidade do jornalismo no mundo inteiro ser, salvo honrosas excepções, uma anedota e um insulto à inteligência de qualquer telespectador/leitor, a coisa por que este "abutres", como curiosamente apelidados durante a campanha das últimas legislativas, mais anseiam é sangue alheio derramado, quanto mais melhor, fazendo de episódios completamente tristes e isolados, "notícia" internacional.
Ora os "terroristas" sabem disto, e com dois dedos de testa, aperceberam-se de que apenas com algumas explosões sangrentas em locais diversos do globo e com a passadeira vermelha de sangue esticada para os "jornalistas", eles podiam provocar o medo generalizado no mundo inteiro.
E isto é a única única arma de que os "terroristas" dispõem, ou, sequer, precisam!
Por esta razão a solução para o "terrorismo", ao contrário do que pensa a belicista administração estado-unidense, levando por arrasto o mundo inteiro, não é nada de complicado, nem custa biliões de euros, como por exemplo a guerra do iraque ou do afeganistão. Basta que se regulamente de uma vez por todas o reprovável comportamento necrófago da grande maioria da comunicação social mundial, conferido-lhe o devido estatuto de utilidade pública, e todas as consequências que daí advêm, como seja a criação de um código deontológico efectivo como todas as outras classes profissionais que envolvem a vida de terceiros têm, fazendo finalmente passar a ideia de que com a tão sagrada liberdade jornalística vem responsabilidade, e que portanto os jornalistas têm uma obrigação social de informar, repito informar, não fazerem de fantoches no espectáculo sensacionalista dos "terroristas" que em última análise foram por eles criados.
Qualquer jornalista com uma consciência sabe que há muitas coisas interessantes para noticiar, e que estas bombas que explodem aqui e ali, devem merecer a exposição mediática que merecem, nada mais, ou seja, uma mera nota informativa do que aconteceu e uma mensagem de condolências, nada mais.
Eu garanto que se isto fosse feito, em menos de um ano acabava-se a carreira de terrorista. E por consequência os atentados à bomba.
Por tudo isto, a única coisa que me apraz dizer sobre isto é: as minhas condolências às famílias das vítimas.
Tendo já falado mais do que desejava, pareceu-me no entanto necessário partilhar com o mundo esta minha reflexão e gostava já agora de saber o que têm a dizer sobre isto?

