Quinta-feira, Julho 07, 2005

No Comment

Estou é claro a falar dos recentes atentados terroristas simultâneos em Londres.

E Perguntam-se os senhores, mas No Comment porquê?

A resposta a esta pergunta é por de mais simples (embora demorada, para não restarem dúvidas), nada mais que uma questão de raciocínio lógico...


Inicío o meu raciocínio com uma pergunta que deve ser feita: Qual é a única arma de que os "terroristas" dispõe realmente?

Para dar esta resposta é aconselhável começarmos por dissecar a etimologia da palavra "terrorismo". Ora "terrorismo" vem de terror, e o que é que provoca o terror? O medo, a sensação de insegurança. E o que é que provoca estas sensações? A sensação de ameaça constante à integridade física de cidadãos inocentes.

E agora é que vem a grande questão, que é: como é possível que duas ou três dúzias de execráveis, sádico-demoníacos e alucinados individuos, provávelmente sobre a influência de psicotrópicos, apenas com uma mão cheia de atentados à ordem pública, por ano, mais ou menos sangrentos dependendo da eficácia das forças de segurança e espionagem, possam criar a tal sensação de ameaça que provoca o medo generalizado e lhes aufere o título de "terroristas"?

Espantosamente a resposta a esta questão é muito simples. Pelo simples facto de a qualidade do jornalismo no mundo inteiro ser, salvo honrosas excepções, uma anedota e um insulto à inteligência de qualquer telespectador/leitor, a coisa por que este "abutres", como curiosamente apelidados durante a campanha das últimas legislativas, mais anseiam é sangue alheio derramado, quanto mais melhor, fazendo de episódios completamente tristes e isolados, "notícia" internacional.

Ora os "terroristas" sabem disto, e com dois dedos de testa, aperceberam-se de que apenas com algumas explosões sangrentas em locais diversos do globo e com a passadeira vermelha de sangue esticada para os "jornalistas", eles podiam provocar o medo generalizado no mundo inteiro.
E isto é a única única arma de que os "terroristas" dispõem, ou, sequer, precisam!

Por esta razão a solução para o "terrorismo", ao contrário do que pensa a belicista administração estado-unidense, levando por arrasto o mundo inteiro, não é nada de complicado, nem custa biliões de euros, como por exemplo a guerra do iraque ou do afeganistão. Basta que se regulamente de uma vez por todas o reprovável comportamento necrófago da grande maioria da comunicação social mundial, conferido-lhe o devido estatuto de utilidade pública, e todas as consequências que daí advêm, como seja a criação de um código deontológico efectivo como todas as outras classes profissionais que envolvem a vida de terceiros têm, fazendo finalmente passar a ideia de que com a tão sagrada liberdade jornalística vem responsabilidade, e que portanto os jornalistas têm uma obrigação social de informar, repito informar, não fazerem de fantoches no espectáculo sensacionalista dos "terroristas" que em última análise foram por eles criados.

Qualquer jornalista com uma consciência sabe que há muitas coisas interessantes para noticiar, e que estas bombas que explodem aqui e ali, devem merecer a exposição mediática que merecem, nada mais, ou seja, uma mera nota informativa do que aconteceu e uma mensagem de condolências, nada mais.

Eu garanto que se isto fosse feito, em menos de um ano acabava-se a carreira de terrorista. E por consequência os atentados à bomba.

Por tudo isto, a única coisa que me apraz dizer sobre isto é: as minhas condolências às famílias das vítimas.
Tendo já falado mais do que desejava, pareceu-me no entanto necessário partilhar com o mundo esta minha reflexão e gostava já agora de saber o que têm a dizer sobre isto?

Terça-feira, Julho 05, 2005

Planos Socialistas

Depois do tão falado plano tecnológico, do qual ninguém viu nem uma medida, o governo volta à carga com o mediatizado plano de recuperação económica.

Quais foram as medidas inovadoras que pretendem pôr Portugal na vanguarda da Europa? Mais uma vez, Ota, TGV, Co-incineração, auto-estradas e betão...

Se isto é inovador, então Cavaco Silva é um génio, que já há 20 anos aplicava medidas desta índole. O que é perturbador não é sequer a falta de originalidade, mas sim outros factos, nomeadamente: a política de betão e auto-estradas, não só já não é prioritária, como está provado que não estimula a economia; a Co-incineração que de tão absurda já tinha sido abandonada, mas Sócrates resolve fazer birra e ir em frente, contra a opinião de ambientalistas e especialistas, ao contrário das harmoniosas medidas do anterior governo que colhiam o consenso de todos; a Ota e o TGV, que de megalómanas não lhes falta nada, o que não nos faz a nós falta nenhuma, tendo em conta a situação económica do país.

E se isto é inovador...
e o plano tecnológico é invisível,
pergunto-me, mas este governo alguma vez vai conseguir reabilitar a nossa economia?
Infelizmente, e a mal de Portugal, parece-me que não, e que tinham razão os que acusavam os socialistas e os seus planos de ocos e sem nenhum impacto real. Afinal este governo não é tão diferente da desgraça guterrista da qual descende, como algumas pessoas nos queriam fazer parecer.

Lamentável!


Segunda-feira, Julho 04, 2005

Iniquidades e Incoerências

Bloco de Esquerda acusa Alberto João Jardim de discurso ilegal, por incitar a ilicitos, no caso, racismo, e mostra indignação por o ministério público não o acusar em tribunal!

Serão estes os mesmos energúmenos que frquentemente incitam multidões ao consumo de droga e que se passeiam com cartazes que afirmam que o aborto não é crime????

Ora ambas estas accões são, em termos legais, igualmente ou mais gravosas do que afirmações do senhor Jardim.

Por amor de Deus!

Que desplante, descaramento, falta de vergonha, este bloco mostra regularmente! Como será possível não estarem eles mesmos já todos presos por incitação ao crime?? Concordo com uma coisa, onde está o ministério público quando ele é preciso?

Adalberto João

Este senhor não tem cura, cada vez que abre a boca consegue chocar o país inteiro.

Ao fim de alguns anos de o ver à frente do governo da Madeira, julgava já estar habituado às afirmações do presidente desta ilha, mas ele consegue surpreender-me constantemente.
O homem é uma incćgnita, o verdadeiro cometa político. Sem vergonha.

Não percebo, como alguém ainda pode ligar alguma ao que ele diz, afinal já se sabe que é disparate.
Mas claro que os média não resistem a uma boa e polémica afirmação.

Irresistível tentação

O primeiro ministro Sócrates, não podia resistir muito mais tempo, até desiludir. Não bastou a não abolição das SCUTs, a cedência ao loby do aborto, regressámos defenitivamente às megalomanias guterristas com a retoma dos projectos do TGV e da OTA.

Mas será que projectos como estes, absolutamente não necessários, que custarão milhões e que já custam hoje em dia, de cada vez que se reavalia os projectos, se devem sobrepor ao imperativo da austeridade??

Jogos de espelhos

Sempre que este governo sofre contestação social, tira um coelho da cartola, para desviar a atenção do eleitor mais desatento, de preferência se esse coelho, satisfizer algum loby minoritário, mas barulhento.

Mais recentemente da cartola saiu de novo o referendo do aborto, este parece ser um coelho que entra e sai várias vezes do chapéu, de tão valioso que é como arma de controle dos média sempre susceptíveis à pressão aos lobys mais espalhafatosos.

Tenha vergonha dr. Sócrates, com assuntos desta importância não se brinca, e o eleitorado já se pronunciou há bem pouco tempo quanto a este assunto. Os referendos não são para fazer a mesma pergunta ano sim, ano não, até se obter o resultado desejado.

Quarta-feira, Junho 22, 2005

economia e inovação

O presidente da república lembrou-se finalmente do seu verdadeiro papel, apelando à disponibilização de capital de risco, que muita falta faz a Portugal (já há vários anos) para o verdadeiro crescimento sustentado da nossa economia, só possível através da inovação. Inovação essa que só é possível através do investimento desse mesmo capital de risco em projectos ousados que transfiram avanços científicos para avanços tecnológicos.

Que as instituições financeiras parem de ranger os dentes e cumpram também elas o seu papel, disponibilizando capital de risco através de agências de investimento.
Está na hora de cada um fazer aquilo que pode e deve para fazer crescer sériamente a nossa economia.

Viva Portugal e parabéns ao presidente.

Sábado, Maio 28, 2005

Ilusões e Reformas

Já todos nos apercebemos que aí vêm medidas duras para todos, umas muito acertadas, outras nada. Mas estas medidas focam-se no aumento das receitas, e estas aproximam-se do limite máximo comportável, estando já perto dos 100% da média europeia. O risco de recessão paira no ar.

Onde estão afinal as realmente necessárias medidas de redução da despesa?
Enquanto não houver a eliminação permanente de promoções automáticas e garantias de permanência, substituídas por uma verdadeira meritocracia, em que quem trabalha bem é promovido e quem não trabalha é despedido, nunca mais conseguiremos chegar lá.
É absolutamente necessário reduzir e muito o peso do estado. Este tem por isso que passar por uma verdadeira reestructuração, à moda empresarial, devendo para isso ser criado um fundo para compensações de despedimento. A justa causa está garantida, só falta a coragem.

Já vimos o aumento de receitas. Basta de ilusões, os verdadeiros e necessários sacrifícios vêm com o corte nas despesas correntes, a verdaderia reforma.
Sr. Sócrates, tem coragem? Para quando podemos esperá-la?

Quarta-feira, Maio 25, 2005

O Silêncio Pouco Inocente

Como é possível todas as grandes forças políticas nacionais permanecerem em silêncio sobre a questão da constituição europeia?

O tempo vai passando e o dia do referendo vai ficando cada vez mais próximo, no entanto nada se ouve dizer quanto a esta importantíssima questão para o futuro de Portugal e da Europa, senão as inconvenientes, porque parciais, intervenções do presidente da república e mais recentemente as intervenções de Pacheco Pereira, muitas vezes controverso, mas que desta vez é o único que luta contra esta corrente de desinformação que eu quero aqui denunciar, tendo para o efeito criado um blog (O sítio do não), muito interessante, defendendo a sua posição.

Meus Senhores, há que começar o debate que se prevê intenso sobre a constituição europeia, deste referendo depende em grande medida o nosso futuro. Só começando o debate cedo é que se conseguem abordar as verdadeiras questões europeias e não apenas o mesmo de sempre, quuando há eleições europeias, ou seja absolutamente nada de relevante.

Vamos embora, abra-se a discussão. A questão europeia é importante para todos nós!

Amigos, amigos, governos à parte!

O primeiro ministro congratula-se pela nomeação de António Guterres para alto comissário das nações unidas para os refugiados, para a qual muito trabalhou este governo, e afirma que é prestigiante para Portugal.

Pois saiba o primeiro ministro que empenhar todo o trabalho diplomático, dispendido pelo actual governo, para eleger, para um cargo de tal visibilidade internacional, António Guterres, é empenhar o prestígio de Portugal.

Portugal não se esquece do desastre que este homem representa, em termos de gestão, para o país.

Deus nos livre de que o mesmo aconteça com o comissariado. Pois se acontecer, como previsto, o anunciado prestígio não será mais que um desprestígio, que hipotecará as nossas futuras manobras diplomáticas internacionais.

Conclusão: o governo de Portugal nunca se devia ter envolvido na eleição de um cidadão privado a um cargo internacional que pouca ou nenhuma influência tem sobre Portugal ou a favor de Portugal. É simplesmente de muito mau gosto, especialmente tendo em conta o efeito negativo de chicote que essa influência pode ter sobre a nossa importantíssima (porque vital, para um país da dimensão do nosso) influência diplomática internacional.

Apresentação do projecto anti-défice, do governo,
no parlamento

Felicito o primeiro ministro sócrates, pela apresentação de medidas positivas para resolver a crise económica que atinge o país.
Não me convence que estas medidas serão suficientes, mas é um começo.
Acima de tudo felicito-o por falar do futuro e fazer um esforço por elevar o discurso político à discussão de medidas concretas, revelando coragem em certas medidas impopulares.
Felicito-o pela promessa da eliminação de certas regalias absurdas.
Felicito-o também pela auditoria a sectores da administração pública, desde que abranja os sectores mais relevantes como a saúde, a educação e o peso do estado; e desde que dele resultem medidas concretas de reestructuração e emagrecimento do estado de modo a que se torne pelo menos minimamente eficiente.

Por outro lado. Discordo de muitas medidas apresentadas, como o aumento do IVA na sua taxa máxima, em vez da harmonização das obsoletas taxas médias, e do imposto dos produtos petrolíferos, e lamento a não revogação da isenção de portagens das SCUTS.
Discordo do relançamento do rendimento mínimo garantido, em especial na forma em que é apresentado, que o torna no subsídio da preguiça.

Lamento também a tardia apresentação destas medidas, sendo elas urgentes, como o próprio afirmava na campanha eleitoral. Já não era sem tempo.

Lamento a falta de imaginação na apresentação de medidas que evitem o aumento dos impostos.
Onde está afinal o choque tecnológico?

Lamento a esfarrapada crítica aos governos anteriores que tomaram semelhantes posições contraditórias à campanha eleitoral. Isto não se faz. Se prometeu tem de cumprir. Apenas compreendo tal contradição numa fase transitória muito curta e coerentemente não criticando quem fez o mesmo.

Dou-lhe o benefício da dúvida. A bem de Portugal, Deus queira que este governo seja capaz de resolver esta crise.
Mas não lhe dou um cheque em branco. Para resolver esta crise terá de continuar a mostrar coragem e a tomar medidas ainda mais corajosas e isentas da àrea política de que origina, terá também e sobretudo de mostrar que é capaz de implementar estas medidas que anunciou. Portugal disso precisa.

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Oposição Silenciosa

Se por acidente eu perdesse a memória de que estava em Portugal, julgaria que estava na ditatorial cuba, tendo em conta o silêncio quase absoluto da oposição nacional.

De que estarão à espera? De uma acção do Governo, para prontamente se mostrar contra?

Sinceramente, quem tem ideia de que ser oposição significa opor-se a todas as posições vindas de quem detém o poder, são os ilustres trotskystas/etc/etc/... do Bloco de Extrema Esquerda.
Quem pretende fazer uma oposição responsável e ganhar as próximas eleições com mérito realiza uma oposição constructiva, com princípios e propostas concretas para os problemas do país, antecipando-se ao governo e pressionando-o a ceder, a reconhecer-lhes razão, implementando as medidas por si propostas.
Isto sim é oposição, e é disto que Portugal precisa.

Basta de politiquices e não-questões, se queremos ressuscitar a verdadeira política a oposição não pode ficar suspensa em cada acção do governo para logo a seguir tomar a posição oposta. Isso é oposicionismo, não oposição.
Está na hora de debater ideias e fazer o governo tremer nestes momentos de silêncio, em vez de se sublimar nas sondagens, para assim pôr o governo a trabalhar sem parar, a bem do país, que bem precisa.